O primeiro bimestre de 2026 já mostrou quem está preparado para crescer no mercado de vinhos
Quem trabalha com vinho precisa entender uma coisa importante: o resultado de 2026 não começa no segundo semestre, na Black Friday ou nas festas de fim de ano. Ele já começou. E os dados do primeiro bimestre funcionam como um termômetro extremamente preciso sobre a direção do mercado e sobre quais operações estão realmente preparadas para crescer dentro desse novo cenário.
Depois de um 2025 forte, em que o mercado brasileiro ultrapassou os R$ 21 bilhões e registrou crescimento próximo de 9%, 2026 começou, à primeira vista, de forma positiva. No primeiro bimestre, vinhos e espumantes cresceram cerca de 4%, principalmente impulsionados pelo aumento de valor no sell-out.
Mas olhar apenas para esse dado seria superficial.
Fevereiro teve Carnaval, menos dias úteis e impacto direto na operação de varejo, e-commerce, atendimento e fluxo comercial. Mesmo assim, o mercado cresceu. Isso mostra que a demanda continua existindo e que o consumidor segue comprando vinho. O que mudou não foi o interesse pela categoria, mas a dinâmica do mercado.
Quando aprofundamos a análise, o cenário fica ainda mais claro. As importações caíram cerca de 7%, enquanto os vinhos brasileiros cresceram aproximadamente 5%. Ao mesmo tempo, o setor opera com estoques elevados, menor apetite para novas compras e muito mais foco em giro. É uma espécie de ressaca logística: o mercado está abastecido, carregado e mais cauteloso.
Esse contexto altera completamente a lógica comercial. Negócios que antes conseguiam crescer apenas surfando fluxo começam a sentir dificuldade, porque vender em um cenário de estoque alto e consumidor mais racional exige muito mais método do que oportunidade.
O problema é que grande parte das operações ainda trabalha no modelo antigo. Continuam esperando o cliente entrar, dependendo exclusivamente do fluxo, sem CRM estruturado, sem estratégia de recompra, sem ativação da base e sem processos claros de fidelização. Muitos ainda tratam crescimento como consequência automática do mercado, quando na prática o primeiro bimestre já mostrou que isso não sustenta expansão consistente em 2026.
No Grupo Venda Mais Vinho, acompanhamos o mercado de forma prática e operacional todos os dias. Nos últimos dois anos, foram 957 operações atendidas entre lojas especializadas, importadoras, vinícolas e negócios do setor, sempre com dados auditados e acompanhamento real de performance.
E o que vimos neste início de ano foi muito claro: enquanto o mercado cresceu cerca de 4%, nossos mentorados cresceram, em média, 46% no primeiro trimestre em comparação ao mesmo período do ano anterior. Isso representa um crescimento mais de dez vezes superior ao mercado.
Esse resultado não vem de sorte, nem de soluções mágicas. Existe uma tendência muito forte no setor de procurar atalhos: um produto novo, um fornecedor diferente, uma campanha isolada ou um anúncio que resolva tudo rapidamente. Mas crescimento consistente raramente nasce disso. Ele nasce de estrutura.
Planejamento claro, execução consistente, controle da operação, processos bem definidos e gestão de relacionamento continuam sendo os pilares que sustentam negócios saudáveis no vinho. E é justamente aí que entra o conceito de FIGIÊNCIA, metodologia que aplicamos diariamente nas operações que acompanhamos.
Na prática, FIGIÊNCIA significa integrar físico, digital e experiência de maneira coordenada. Significa utilizar CRM de verdade, com venda ativa e relacionamento contínuo. Significa não esperar o cliente voltar sozinho, mas construir mecanismos estruturados de recompra e fidelização. Significa operar múltiplos canais de forma integrada, trabalhar o digital com inteligência e utilizar e-commerce e tráfego pago de maneira estratégica, sempre conectados à experiência e ao pós-venda.
O mercado já deixou sinais muito claros sobre o que vai funcionar em 2026. O consumidor está mais seletivo, mais racional e mais orientado a valor. Isso exige operações mais organizadas, mais eficientes e menos dependentes de improviso.
A grande questão deixou de ser “como está o mercado”. A pergunta correta agora é: o seu negócio está estruturado para crescer dentro dessa nova dinâmica?
A maioria das operações percebe as mudanças tarde demais. Espera o fluxo cair, o estoque travar ou a margem apertar para então começar a agir. Mas o primeiro bimestre já mostrou qual será a lógica do ano: crescimento continuará existindo, mas será capturado principalmente por negócios mais estratégicos, mais organizados e mais preparados operacionalmente.
Foi justamente para ajudar empresas a identificarem esses gargalos e oportunidades que criamos o Diagnóstico 360. Trata-se de uma análise estratégica e gratuita em que avaliamos o modelo atual da operação, identificamos pontos de perda de margem, falhas de processo e oportunidades reais de crescimento previsível.
Porque, em 2026, mais do que nunca, não será apenas sobre vender vinho. Será sobre saber como vender.






