Os 3 principais insights da Wine South America 2026 e o que eles mostram sobre o futuro do vinho no Brasil
A Wine South America 2026 deixou uma mensagem clara para quem trabalha com vinho no Brasil: o mercado continua em movimento, mas está entrando em uma fase muito mais exigente.
A feira reuniu mais de 400 expositores, movimentou mais de R$ 120 milhões em negócios e recebeu um público altamente qualificado, formado por profissionais do canal especializado, empresários, importadores, distribuidores, vinícolas, bares de vinho, restaurantes e operações focadas em experiência e curadoria.
Mais do que uma feira de relacionamento e negócios, a edição de 2026 funcionou como um termômetro do setor. Depois de dezenas de conversas, workshops, painéis e talks realizados ao longo do evento, três movimentos ficaram evidentes. E todos eles apontam para a mesma direção: o próximo ciclo do vinho no Brasil será mais profissional, mais competitivo e mais estratégico.
O mercado segue crescendo, mas crescer ficou mais difícil
Durante muito tempo, o setor discutiu desaceleração, retração de consumo e insegurança econômica. Porém, os dados apresentados durante a feira mostraram um cenário mais resiliente do que muitos imaginavam.
O primeiro trimestre de 2026 registrou crescimento de aproximadamente 12% em abastecimento e cerca de 4% em sell-out. Isso significa que o mercado continua avançando. Importadores seguem comprando, vinícolas seguem expandindo, distribuidores seguem abastecendo e o consumidor continua consumindo vinho.
Mas existe um ponto importante: esse crescimento não está sendo distribuído de forma igual entre todos os negócios.
As operações mais profissionalizadas estão crescendo acima da média. Dentro do ecossistema do Grupo Venda Mais Vinho, por exemplo, os mentorados apresentaram crescimento médio de aproximadamente 46% no primeiro trimestre. Esse dado mostra que a diferença não está apenas no mercado, mas na forma como cada negócio opera dentro dele.
O próximo ciclo do vinho no Brasil será menos sobre simplesmente estar no mercado e mais sobre saber operar com método. CRM, venda ativa, experiência, multicanalidade, gestão de indicadores, eventos e relacionamento deixaram de ser diferenciais. Estão se tornando parte da base de qualquer operação que deseja crescer com consistência.
A Reforma Tributária vai exigir mais gestão
Outro tema muito discutido durante a Wine South America 2026 foi a Reforma Tributária. E talvez um dos maiores erros do mercado seja tratar essa mudança apenas como uma questão fiscal.
Na prática, a Reforma deve impactar a lógica operacional dos negócios. Tributação no destino, split payment e necessidade de maior controle sobre margem, fluxo de caixa, estoque e canais tendem a pressionar empresas desorganizadas ou muito dependentes de improviso.
Isso significa que o setor precisará operar com mais previsibilidade. Precificação, controle financeiro, gestão de estoque e análise de rentabilidade vão ganhar ainda mais relevância.
A Reforma Tributária tende a funcionar como um filtro natural de eficiência. Negócios mais organizados podem ganhar competitividade. Já operações que não conseguem controlar margem, canais e fluxo de caixa podem sentir mais pressão nos próximos anos.
O acordo Mercosul e União Europeia deve elevar o nível competitivo
O terceiro grande insight da feira foi o impacto do acordo Mercosul e União Europeia. Esse movimento não deve ser observado apenas pelo efeito no preço dos vinhos europeus. O impacto mais relevante está no posicionamento.
A entrada gradual de vinhos europeus com maior competitividade tende a elevar o nível de disputa no mercado brasileiro. E essa disputa não será apenas por preço. Ela envolverá percepção de valor, curadoria, experiência, diferenciação e construção de marca.
Nesse cenário, ficam claros dois caminhos. Negócios que continuarem apenas vendendo produto tendem a enfrentar mais pressão. Já aqueles que souberem construir relacionamento, narrativa, experiência e posicionamento podem ganhar ainda mais relevância.
O vinho no Brasil está entrando em uma nova fase. Mais profissional, mais competitiva e mais estratégica.
O futuro será de quem integrar operação, experiência e relacionamento
Talvez o principal aprendizado da Wine South America 2026 seja este: o mercado continua forte, mas o jogo mudou.
O consumidor está mais exigente, a concorrência está mais qualificada e a margem exige mais inteligência. A profissionalização deixou de ser uma escolha para se tornar condição de crescimento.
O futuro do vinho no Brasil será cada vez mais construído por operações capazes de integrar físico, digital e experiência. Dentro da nossa metodologia, chamamos esse conceito de FIGIÊNCIA.
Não basta mais ter produto. Será cada vez mais necessário construir canal, recorrência, relacionamento e valor percebido. Quem entender isso primeiro tende a crescer acima da média do mercado.
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